Mindfulness: o que é e como melhora a saúde mental

Certamente já deve ter ouvido esse termo por aí, seja com um amigo que está praticando ou em alguma dessas leituras apressadas pela internet. Mas a pergunta que não quer calar é: você realmente sabe o que é Mindfulness?

A origem da Mindfulness

Engana-se quem pensa que é algo místico. Mindfulness nada mais é do que uma fusão da meditação com a ciência aplicada à saúde. Em tradução livre, significa atenção plena ou consciência plena. A técnica foi desenvolvida por Jon Kabat-Zinn, um médico norte-americano que adaptou a meditação do Budismo Zen à realidade ocidental, depois de constatar os benefícios que a prática traz para saúde.

Uma série de pesquisas científicas têm mostrado que a prática de mindfulness é capaz de prevenir e até auxiliar no tratamento de uma série de doenças. Por conta da eficácia comprovada como técnica complementar para tratamentos médicos e psicológicos, foi incluída como parte dos procedimentos oferecidos pelo Sistema Nacional de Saúde Britânico.

Benefícios da Mindfuldness

Pesquisas científicas com imagens de ressonância magnética mostram que a estrutura anatômica do cérebro muda com a prática de mindfulness. Essas mudanças são percebidas principalmente por:

1 - Melhora na qualidade do sono, da memória e da produtividade;
2- Diminuição do cansaço, da irritabilidade e da impulsividade.

Nada mal, não é mesmo?

E como a Mindfulness funciona na prática?

As práticas tradicionais de meditação consistem em libertar a mente de pensamentos, ou seja, simplesmente não pensar em nada. No entanto, sabemos bem o quanto isso é difícil para grande parte dos ocidentais. Já estamos condicionados a pensar o tempo todo. Por isso, mindfulness propõe que continuemos pensando, porém de uma forma mais saudável.

Tentar simplesmente afastar um problema da mente é uma tática que não funciona. Tente não pensar naquela pessoa que você desgosta? Pronto, aí está você pensando nela! Quanto mais tentamos afastar um pensamento, mais ele força sua entrada em nossa mente e acabamos numa grande e cansativa luta. Por outro lado, quando não lutamos contra, o pensamento passa, vai embora da mesma forma que chegou.

Estamos acostumados a sobrecarregar nosso cérebro. Nem mesmo na hora de dormir paramos de pensar nas coisas que temos para fazer e em tudo que deu errado naquele dia. Mantemos um padrão de funcionamento mental no qual passamos a maior parte do tempo ruminando as coisas ruins e nos preocupando com problemas que estão por vir, e até mesmo com aqueles que nem sabemos se irão mesmo surgir.

Estamos sempre apressados, tentando fazer várias coisas ao mesmo tempo, e dentro da nossa cabeça não é diferente. O cérebro fica sempre no modo luta ou fuga (mais conhecido como estresse), causando desequilíbrio emocional e fisiológico. Esse estresse constante prejudica a saúde como um todo.

Pensamentos ruminativos e Preocupações Antecipatórias: como lutar contra eles

Acostumamos o nosso cérebro a ter pensamentos que nos fazem mal. Os mais comuns são os ruminativos e as preocupações antecipatórias. Ruminativos são os de lamentação e culpa, principalmente pelas coisas que deram errado no passado. Ruminar é ficar lembrando de experiências ruins e revivendo esses sentimentos negativos. Já a preocupação antecipatória, como o nome sugere, é sofrer por antecedência. São pensamentos que tentam prever e solucionar problemas que, talvez, nem aconteçam.

Repare que essas formas de pensar estão relacionadas com o passado ou com o futuro. E não podemos resolver nada no passado ou no futuro. Só podemos agir no presente, resolver problemas que estão aqui e agora. Só vivemos no aqui e agora. Então, deixar nossos pensamentos “vagar” por outras dimensões do tempo, na maioria da vezes, não nos ajuda e ainda pode nos prejudicar bastante.

Os pensamentos ruminativos e as preocupações antecipatórias são prejudiciais para nossa saúde, alteram negativamente a química e anatomia do nosso cérebro, já que ele não descansa e acaba adoecendo. Quando direcionamos o funcionamento do nosso cérebro, mudamos esse padrão nocivo e podemos ter pensamentos saudáveis e benéficos.

Para onde podemos direcionar os nossos pensamento? Para o aqui e agora. Para viver o momento, um instante por vez. E, se algum pensamento “ruim” acontecer, não se apegue a ele, deixe ir embora. Pensamentos e sensações desagradáveis acontecem, fazem parte da vida e não podem ser evitados. No entanto, podemos escolher não nos evolvermos em demasia, prolongando a permanência desses pensamentos em nossas vidas.

Quer saber mais sobre mindfulness? Acesse os links a seguir:

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